O nome é uma alusão ao grande Caronte (em grego antigo: Χάρων, Kháron).
Na mitologia grega era o barqueiro do Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas dos rios Estige (Styx) e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Uma moeda para pagá-lo pelo trajeto, geralmente um óbolo ou danake, era por vezes colocado dentro ou sobre a boca dos cadáveres, de acordo com a tradição funerária da Grécia Antiga. As almas penadas que vagavam assustando os vivos, eram os que não podiam pagar e de castigo: tinham de
vagar por mais de cem anos.
É justamente o caso da nossa heroína.
Mas vocês já sabem que ela perdeu a carona, e nem ao menos sabem o nome dela...
...pois é... nem eu!
Cheia de lábia ela se apresenta a cada noite com um nome e num corpo diferentes, mas sempre pede uma moeda pro barqueiro.
Tenho pena das vítimas que dão a moeda.
Conhecem a sua verdadeira face.
Assustadora e Sensual!
Essa adorável alma adora causar!
Seu cãozinho fofo chama Cérbero, e apronta muito!
O nome Cérbero também foi emprestado da mitologia grega, um cão monstruoso de três cabeças e cauda em forma de serpente. Ele
guardava a entrada do Hades e permitia a entrada de todos, mas não deixava que ninguém
saísse.
O deus Hades (grego Ἅδης), irmão de Zeus, era o soberano
do mundo subterrâneo, destino final da sombra dos mortos; seu
nome significa "o invisível".
Os mitos mais antigos nos fornecem poucos
detalhes, mas as versões mais tardias são ricas em pormenores.
Uma das entradas, por exemplo, era o rio Aqueronte (Od..
10.513-4).
Quando alguém morria, era levado pelo deus Hermes até o
Hades, onde bebia a água do Rio Lete, que trazia o esquecimento
da vida terrena, e atravessava o rio Estige em uma barca,
conduzida pelo severo Caronte. Como pagamento, o barqueiro
recebia um óbolo, a moeda de menor valor, que os parentes
colocavam na boca do falecido. O morto atravessava então os
portões monumentais, eternamente guardados por Cérbero. O feroz guardião permitia a
entrada de todos, porém não deixava ninguém sair.
Finalmente, diante de Hades e Perséfone, o defunto enfrentava
a sentença dos severos e justíssimos juízes dos mortos —
Minos, Radamante e Éaco. Segundo seus méritos, era
conduzido aos aprazíveis Campos Elíseos ou aos tormentos eternos...
Deixo todos com vontade de seguir viagem no meu blog mas só depois de Uma moeda pro barqueiro!
Ficou curioso e até virou seguidor
você merece ver a verdadeira face da nossa heroína e seu cãozinho
Esta ilustração é de Bruno Wagner.
Nascido em Estrasburgo, é um ilustrador profissional e diretor de arte.
Formado em Artes Aplicadas à Multimídia, produz suas ilustrações,
especialmente via digital.
Sob grande influência de artistas como Boris Siudmak, HR Giger e Brom,
suas obras apresentam diversos elementos, ao mesmo tempo fantasiosos e
futuristas.
